o que você vê do lado de dentro não é igual ao que vem de fora: verde, laranja, pontos de luz subindo como fumaça engasgada (ou ainda as marcas onduladas da água na areia).
mas quem é você assim tão de dentro, quem somos nós? e o laranja de dentro agora se parece com o rubro, até mesmo roxo - uma pancada dias depois -, do pedaço de céu visto pela grade de segurança da varanda.
há palavras que não podem ser ditas. a melhor maneira seria transformá-las em uma dessas visões de cores complementares, difusas, borradas que se fundem atrás de suas pálpebras fechadas.
você dorme, eu sonho.
Posted at 12:12 am by kinetic