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mas quem é você assim tão de dentro, quem somos nós? e o laranja de dentro agora se parece com o rubro, até mesmo roxo - uma pancada dias depois -, do pedaço de céu visto pela grade de segurança da varanda. há palavras que não podem ser ditas. a melhor maneira seria transformá-las em uma dessas visões de cores complementares, difusas, borradas que se fundem atrás de suas pálpebras fechadas. você dorme, eu sonho. |
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